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As campanhas e os jingles mais memoráveis, e por que você
deve aprender agora mesmo publicidade audiovisual!

Cena da campanha Ser Diferente é Normal (1998), da DM9DDB

Quais as campanhas publicitárias mais memoráveis do Brasil? Onde foram parar os grandes jingles brasileiros? Você sabe por que deve começar, agora mesmo, a aprender a linguagem audiovisual publicitária? Estes são os temas de nossa entrevista com a jornalista e mestre na linha de pesquisa Políticas Públicas e Estratégias de Comunicação Ariella Dias, que já dirigiu duas agências de comunicação e possui quase duas décadas de experiência na área. Ela comanda o curso de Criação e Produção Publicitária para o Audiovisual e conta porque esta bagagem é fundamental até para quem trabalha em outras áreas, como entretenimento, jornalismo e artes.

Hoje o audiovisual se tornou o principal meio de divulgação de produtos e serviços. Que oportunidades você vê para quem quer trabalhar com criação e produção publicitária nesta área?
As oportunidades são muitas, pois a criação e produção publicitária estão na alma do audiovisual, uma coexiste à outra. E por estarem intimamente interligadas, é impossível se pensar em audiovisual sem que se tenha os conhecimentos relativos a criação e produção publicitária. Quando compreendemos que o audiovisual, independentemente de ser publicitário, já está vendendo alguma ideia ou sentimento, então é possível compreender o que estou me referindo. Logo, algumas vantagens que eu destaco são: compreender a comunicação simbólica, os contextos em diferentes sentidos e as formas de se comunicar intimamente com o seu público desejado. Existem muitas outras vantagens, mas se analisarmos bem só essas três já é possível visualizar a dimensão.

Quais foram seus trabalhos mais desafiadores/gratificantes na área e por que?
Cada trabalho, por menor que seja, é desafiador e gratificante. Por isso é difícil escolher, mas penso que ter enveredado para a docência foi bem desafiador, porque após quase duas décadas de atuação no mercado, passei a ensinar e também tendo que aprender muito enquanto professora capaz de criar recursos didáticos.

Que obras/cases publicitários audiovisuais você mais gosta e quais são suas maiores qualidades?
Nossa! Gosto de muitas obras, mas vou tentar listar apenas algumas:
– A da campanha de conscientização sobre o preconceito com a Síndrome de Down, que foi chamada popularmente de “propaganda do Carlinhos” (criada pela DM9DDB, em 1998) tem espaço garantido na minha memória afetiva. Na época, eu era apenas uma estudante no primeiro ano da universidade de Comunicação Social e fui surpreendida de maneira arrebatadora. Primeiro, porque a música usada (Fake Plastic Trees da banda Radiohead) não era conhecida no Brasil e até se tornou um hit, e segundo porque o roteiro foi astuto em apresentar com o final inesperado pelo público. Talvez hoje essa propaganda não teria tanto impacto para essa geração tecnológica, mas quando foi lançada era um período completamente diferente do atual. Eu tenho 44 anos, tenho longa trajetória profissional e me mantenho estudando até hoje, na minha opinião eu diria que ela ainda é atual.
– Fico triste de não ver tantos investimentos em jingles como nas décadas de 80 e 90, compreendo que o mercado foi se transformando, mas acredito que a sonoridade é um recurso capaz de eternizar uma propaganda. Jingles como o da “Pipoca na Panela” e “Pizza com Guaraná”, ambas do refrigerante Guaraná, além do chiclete Bubbaloo Bannana e do Big Mac (com a torcida no estádio) são memoráveis. Se analisarmos bem, os vídeos são simples, mas os jingles tornam as obras únicas.

De que forma o seu curso na Ethos é importante para quem quer começar a trabalhar na área?
Acredito que o meu curso é importante para compreender o sentido dos conceitos e, inclusive, como buscar caminhos alternativos para atuar nesta seara que é bem competitiva. Percebo que há muita preocupação com o domínio do trabalho técnico, mas é importante o esclarecimento de que não adianta saber dominar os recursos tecnológicos sem que antes se tenha noção de como criar o conceito de uma obra. Então, é para este prisma que apresento a proposta de estudo.

Que dicas você daria para quem quer trabalhar com criação e produção publicitária no audiovisual?
Eu sugiro consumir o máximo que puder de bagagem cultural: filmes, exposições de artes, moda, shows alternativos, livros diversos… Vivemos o mundo conectado por linguagens que se aproximam pela identidade, então quanto mais conseguirmos ter a noção do que tudo isso significa e quer nos dizer, melhor teremos condições para criar e produzir obras publicitárias audiovisuais inovadoras. Ah! Outra dica igualmente importante é ter consciência sobre esse mercado que não é fácil se manter, mas que no Brasil tem ganhado mais projeção e oportunidades, mesmo com tanta concorrência. Além disso, temos a internet, que é o canal mais democrático do mundo. Portanto, acredite, se profissionalize, faça o diferencial e vá em frente!

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