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Marcas usam a criação publicitária e o marketing cultural
para conexões mais fortes com o consumidor

Campanha da nova coleção da Cartier. Crédito: Courtesy Photo

Conquistar o consumidor tem se tornado um desafio cada vez maior para pequenas e grandes marcas. Por isso, a criação publicitária se tornou um aliado indispensável. Raquel Prado, publicitária e autora do livro “Merchandising no ponto de venda – conceitos e práticas híbridas”, conta, nesta entrevista, que as marcas vem procurando aperfeiçoar suas ferramentas de criação publicitária para imprimir novos valores que conectam com seus públicos-alvo. E o marketing cultural se tornou outro aliado fundamental para atrair consumidores locais e regionais. Raquel é professora do curso de Criação Publicitária e Marketing Cultural, da Ethos Comunicação & Arte, e revela algumas dicas para atuar na área e as marcas que ela admira. Confira!

Como você analisa o mercado e as oportunidades para quem quer trabalhar com criação publicitária e marketing cultural?
A área de criação publicitária sempre está recrutando novos talentos e valorizando ideias inovadoras e alinhadas às percepções dos consumidores. Nota-se, no momento, uma busca por marcas com propósito e a criação publicitária está auxiliando diversas marcas a serem reconhecidas por seus valores. A sustentabilidade também é assunto que marca presença nas campanhas publicitárias, seja na forma de comunicação, seja na utilização de materiais que podem ser transformados e recriados para outras finalidades. No marketing cultural, observa-se crescimento de parcerias com consumidores locais, uma valorização do regionalismo cultural. Outro ponto de destaque é a diversidade e inclusão na forma de celebrações de datas importantes para comunidades, como o Festival de Parintins (AM).

Quais foram os seus trabalhos mais gratificantes/desafiadores nesta área e diga-nos se está envolvida em novos projetos no setor.
Sou apaixonada por varejo e atuei com comunicação mercadológica, especificamente, merchandising no ponto de venda, tema que levei para minha dissertação de mestrado. Recebi o convite da Editora Freitas Bastos de escrever um livro sobre o tema, envolvendo criação de ambientes envolventes para compras e experiências inesquecíveis para o consumidor e publiquei o livro “Merchandising no ponto de venda – conceitos e práticas híbridas”, lançado em janeiro de 2023. Foi uma experiência incrível relatar minhas vivências com o tema e relatar como a sustentabilidade e a tecnologia podem caminhar de mãos dadas para encantar um consumidor cada vez mais exigente e consciente. Meu próximo projeto é escrever mais um livro, na área de Comunicação Integrada de Marketing.

Que cases você citaria como de grande qualidade na área no Brasil ou no exterior e por quê?
No Brasil, eu admiro muito as propagandas da Volkswagen e seu tom recorrente de humanização de marca, como se fosse uma pessoa próxima, um parente que marcou presença na sua história e está sempre ao seu lado, apoiando as fases da sua vida. No exterior, considero as propagandas da Cartier muito interessantes, pela quantidade de referenciais exibidos, tanto históricos, mitológicos, geográficos. Assistir a uma propaganda da Cartier é viajar no tempo e no espaço por culturas e cenários distintos, mostrando a importância de construir e exibir referências para consumidores cultivarem suas raízes e valorizarem suas asas.

De que forma seu curso na Ethos é importante para quem deseja trabalhar na área?
O curso auxilia o aluno a formar referências necessárias para criação de diversas formas de comunicação, aborda o desenrolar da publicidade na história e os meios utilizados para comunicar e encantar os consumidores. Acredito que um profissional de criação publicitária com um portfólio repleto de referenciais é mais competitivo porque consegue captar tendências e transportá-las para o universo criativo com mais facilidade e assertividade. No Marketing cultural, o pulo do gato é ficar atento ao regionalismo cultural e no crescimento de parcerias com comunidades locais. Outro destaque é a integração de tecnologias como exposições interativas vistas nos museus culturais. Acompanhar a movimentação dos influenciadores culturais também é um diferencial para atuar na área e conseguir mais engajamento do público.

Que dicas você daria para quem deseja se aperfeiçoar com criação publicitária e marketing cultural.
Estudar sempre! Ler diversos autores, ter contato com obras publicitárias distintas, conversar com comunidades, estar atento ao regionalismo, tecnologia e sustentabilidade forma profissionais que fazem a diferença no mercado.

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