NOTÍCIAS
Por que o cinema nórdico é o
mais polêmico e ousado do planeta?

O cinema nórdico é o mais ousado e polêmico do planeta. É o que nos conta Franthiesco Ballerini, autor do livro História do Cinema Mundial e professor do curso de História do Cinema Nórdico e Britânico da Ethos Comunicação & Arte. Nesta entrevista, ele revela quais foram as condições essenciais que tornaram o cinema da Noruega, Suécia, Finlândia, Holanda e, principalmente, Dinamarca, um ícone de reflexão crítica e imagética que sacudiu as plateias e os festivais do mundo inteiro. Confira!
Por que você considera o cinema nórdico o mais polêmico e ousado do mundo?
Primeiro, por uma razão pessoal: é a região do mundo que quase nunca me decepciona com séries e filmes há décadas. Historicamente, a região nórdica foi uma das poucas do planeta que usufruiu de liberdade de expressão e viveu sob democracias ao longo de todo o século 20, possibilitando o desenvolvimento de um cinema contestador, criativo, ousado, polêmico e muito reflexivo.
Quando tudo isso começou?
Já nos primeiros filmes, a região sacudiu as crenças e valores das plateias. Em ‘A Feitiçaria através dos tempos’, de Benjamin Christensen, foi filmado de forma tão meticulosa a história de perseguição religiosa que muitos acharam que era documentário. Também do começo do século 20, ‘O Vampiro’, de Carl Dreyer, foi um dos filmes mais aterrorizantes dos anos 1920, com um trabalho de massa de sons que influenciou os maiores diretores do século. Em comum, estamos falando de uma região que trabalha muito com temas espirituais, intolerância religiosa, misticismo etc.
Qual é seu diretor e filmes prediletos?
Sem sombra de dúvida, é Lars von Trier. Eu me recuso a ver um novo filme dele que não seja em sala de cinema. Ele é polêmico, ousado e meticuloso em todos os seus filmes, abalando as crenças até das pessoas mais instruídas e progressistas. ‘Anticristo’ me sacudiu demais pessoalmente, ao discutir a culpa na perda de um filho. ‘Ninfomaníaca’ é uma obra-prima, discutindo o papel do desejo no cotidiano humano. E a mais bem feita visão do inferno que eu já vi no audiovisual está em ‘A casa que Jack construiu’. Um gênio.
Seu curso da Ethos faz um mergulho nesta região?
Sim, e também no cinema dos países nórdicos. É um curso para todos os públicos e os estudantes poderão mergulhar e entender as técnicas, as propostas estéticas e a linguagem dos maiores diretores da história do cinema, bem como os grandes filmes, apurando o olhar para entender porque esta região ganhou tantos prêmios no Oscar, Cannes, Veneza, Berlim e no Oriente. Além de receber uma lista de ouro de filmes para maratonar. Um passeio cultural inesquecível!
CONHEÇA O CURSO DE HISTÓRIA DO CINEMA
NÓRDICO E BRITÂNICO DA ETHOS COMUNICAÇÃO & ARTE

