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Do roteiro a festivais: a importância
de uma tutoria individual

Tutoria individual para transformar seu roteiro em audiovisual

Fazer cinema na prática muitas vezes requer uma tutoria individual para desenvolver seu projeto, da ideia até a chegada em festivais. É o que conta Franthiesco Ballerini, autor do livro ‘História do Cinema Mundial’ e tutor do curso de ‘Filmmaking: Curta-metragem’. Nesta entrevista, ele conta como um acompanhamento individual pode fazer toda a diferença no melhor aproveitamento de tempo, recursos financeiros e da criatividade da equipe. Confira!

É possível fazer cinema na prática por meio de uma tutoria individual?
Sim, plenamente possível e o mais recomendado hoje em dia. Isso porque os cursos e as formações acadêmicas são desenhados para atender grupos grandes de estudantes, quase sempre com pouco espaço para produtos práticos finais. Você não terá tempo para desenvolver a fundo o seu roteiro, muito menos o caminho para transformá-lo em um produto audiovisual.

Qual é o diferencial do ‘Filmmaking: Curta-metragem’?
Esta tutoria, que chamamos de curso avançado individual, foi pensada após muitos ex-estudantes de roteiro procurarem um aprofundamento do seu produto criado, mas, principalmente, um guia para o próximo passo, que é transformá-lo em produto audiovisual. Pois um roteiro sempre nasce com potencial para ganhar as telas, mas trata-se de um processo cheio de dores, desafios e limitações, especialmente no Brasil. É onde entra a tutoria.

De que forma funciona esta tutoria?
É essencial que o estudante venha com pelo menos uma ideia para um curta-metragem. Ou, idealmente, com um roteiro de curta. Na segunda opção, já partimos para um brainstorm de como este roteiro pode se transformar em filme, quais são os desafios de produção, de produção executiva, de casting, mas também quais ajustes o roteiro pode absorver para poder melhor viabilizar a produção. Dependendo da qualidade do projeto, podemos ir além.

Sugerindo pontes com o mercado?
Isso mesmo. No audiovisual, vamos conhecendo profissionais de todas as áreas e se o projeto do estudante se comunicar com profissionais, empresas e prestadores que conhecemos, podemos claramente fazer pontes interessantes, indicar caminhos de conexões ou, no mínimo, o chamado “caminho das pedras”, o passo-a-passo para viabilizar seu filme.

E isso já aconteceu?
Sim, tivemos projetos de curtas que trabalhamos no refino do roteiro e o autor desenvolveu todo um projeto de viabilização da filmagem do mesmo. Chegou a visitar locação, fazer casting e, para nossa surpresa, um ano depois, nos contou que já estava editando o curta e pensando nos festivais que nós mesmos indicamos ao longo da tutoria. Ficamos realmente muito felizes com o resultado.

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