NOTÍCIAS

Crítica de Cinema
20 dicas práticas

Confira 20 dicas práticas para fazer uma bela crítica de cinema!

Escrever uma crítica de cinema não é uma tarefa fácil, apesar deste novo universo de influenciadores de redes sociais sugerir diariamente. É o que nos revela Franthiesco Ballerini, crítico de cinema, autor do livro ‘Jornalismo Cultural no Século 21‘ e professor do curso de Crítica de Cinema da Ethos Comunicação & Arte. Confira abaixo as 20 dicas práticas que Ballerini sugere para escrever sua crítica de cinema:

  1. Qual é a pauta? O filme escolhido tem apelo de público OU parece ter potencial para refletir o estado da arte cinematográfica?
  2. Prepare-se para o filme. Antes de assisti-lo, que tal conhecer um pouco sobre a trajetória do diretor, roteirista ou produtor? É filme de estreia? Em que condições foi feito?
  3. Hora de ver o filme. Lembre-se de que o crítico, ao ver o filme, precisa estar sensível como o público normal, mas também ativo e com o olhar analítico.
  4. Anota ou memoriza? Você deve escolher a postura que te faz sentir mais confortável.
  5. Pós-filme: o que fazer? É fundamental deixar o filme sedimentar na mente. Volte pra redação ou pra casa pensando nele, nos seus mais diversos aspectos técnicos, estéticos e de linguagem.
  6. Hora de escrever. Antes de botar as mãos para funcionar, pense, reflita, não tenha pressa das ideias virem à cabeça.
  7. O início da crítica. O começo de uma crítica é onde fica grande parte do potencial de levar o público a ler até o final. Então, este é o momento de se gastar um bom tempo pensando na maneira mais atraente, sofisticada, original e inteligente de escrever os primeiros parágrafos.
  8. Filme não é só narrativa. Grande parte das falhas das críticas de cinema resultam de textos que só analisam a história, quase como sinopses promocionais. Lembre-se de que o filme é composto por diversos aspectos, como: direção de arte, direção de fotografia, som, produção, produção executiva, roteiro, direção, edição, efeitos especiais, atuação etc.
  9. Crítica não é ficha técnica. Sobre a dica anterior, tome um cuidado: crítica não é ficha técnica. Então evite analisar todos os aspectos do filme de forma mecânica e fria. Se você achar que não há nada interessante para se falar da edição, tudo bem.
  10. Evite adjetivações. Crítica não é sinônimo de falar mal ou falar bem. Tampouco é lugar para exagerar nos adjetivos: “elenco extraordinário”, “atuação magnífica”, “som impecável”. Adjetivações em excesso não resultam em análise mas, sim, em floreio superficial de um texto.
  11. Justifique sua análise. Adjetivar não é proibido, mas recomenda-se justificar a adjetivação ou a análise. Exemplo: “A direção de arte é um dos grandes méritos do filme. A paleta de cores, que vai do branco ao ocre, transmite um sentimento de nostalgia nas cenas, especialmente naquela em que a personagem Ana declara seu amor a Osvaldo.”
  12. Bastidores são bem-vindos. Críticos, em geral, já foram repórteres e possuem acesso a informações e curiosidades que o público em geral não tem.
  13. Conhecimentos gerais! É preciso ter conhecimento básico de geopolítica para analisar um filme de guerra, bem como conhecer um pouco da cultura japonesa para entender porque algumas características são como são no filme.
  14. História do Cinema. Uma boa crítica precisa mostrar que está dialogando com a história do cinema. Críticos devoram filmes de todos lugares e épocas. Pega muito mal chamar de ‘obra-prima’ um filme quando todos os aspectos dele já foram exaustivamente trabalhados por obras de anos e décadas atrás. Estude sempre história do cinema. Aqui vai uma dica diretamente do seu autor/professor, o livro ‘História do Cinema Mundial‘.
  15. Arrisque-se! É muito fácil falar bem de atores consagrados e falar mal de novatos. Difícil é o contrário. Nem sempre a Fernanda Montenegro acerta na atuação, assim como um novato pode ser brilhante.
  16. Finalizando o texto. Quase tão importante quanto o começo do texto é seu desfecho. Aqui não cabe a máxima da pirâmide invertida do jornalismo, onde o pé é facilmente cortável. Não! Assim como o bom final de um filme, o bom final de uma crítica é capaz de deixar os leitores pensando muito tempo sobre aquele assunto.
  17. Assinatura e serviço. A assinatura é fundamental numa crítica. Não existe crítica sem expor quem é o autor daquelas reflexões. Se a diagramação de seu veículo permitir, coloque um box de serviço ao final do texto, com informações como nome do filme, diretor, ano, data de estreia ou onde está disponível online etc.
  18. Título e subtítulo. Não deixe para seu editor fazer o título e o subtítulo de sua crítica. Quem melhor conhece o seu texto do que você mesmo? Faça um título sofisticado, que estimule a curiosidade do público. Mas sem sensacionalismos! E o subtítulo deve ser informativo e elegante, convidativo para o texto.
  19. Imagem e trechos audiovisuais. Se o seu veículo permite, por que não ilustrar sua crítica com belas imagens do filme ou até mesmo imagens linkáveis a trechos do filme ou o trailer. Afinal, estamos trabalhando com audiovisual.
  20. Divulgue-se! Uma boa crítica precisa ser lida e deve reverberar dentro e fora do campo cinematográfico. Isso ajuda na sua carreira, aprimora o cinema e contribui para a arte como um todo. Mãos à obra!

QUER SE APROFUNDAR EM CADA UMA DAS DICAS
E ADQUIRIR O REPERTÓRIO TEÓRICO E PRÁTICO?
CONHEÇA O CURSO DE CRÍTICA DE CINEMA!